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  • Vereador Pedro Kawai

Unidos pela solidariedade

Lembro-me quando, pela primeira vez, trabalhei na Festa das Nações. Tinha 12 anos e, com meu pai e irmã, ajudei na montagem da barraca japonesa. Limpava e servia as mesas e varria o chão. Me sentia importante, colocando em prática, os ensinamentos que aprendi em casa: respeito e amor ao próximo.


Com o passar dos anos, a festa foi se consolidando e, no início dos anos 1990, fomos para o Engenho Central, um local maior, que passou a acolher mais entidades, receber maior público e, obviamente, requereu ainda mais trabalho.


Depois fui viver no Japão e fiquei dez anos longe dessa extraordinária movimentação, que sempre envolveu muito planejamento, criatividade, voluntarismo e determinação. Quando voltei, a Festa das Nações já era grande e virtuosa e, mesmo com os megashows que a projetaram para todo o Estado de São Paulo, conservava o mesmo espírito humanitário e beneficente da primeira edição.


Felizmente, a lucidez dos organizadores devolveu ao evento, o seu caráter original, de ser uma festa das famílias e para as famílias. Uma oportunidade de compartilhar, além da solidariedade e do altruísmo, um pouco da cultura de vários países e das principais regiões brasileiras. Comidas, bebidas, músicas, danças, folclore e o artesanato típicos são elementos secundários da festa, considerando-se o seu nobre objetivo, que é manter em funcionamento, muitas das entidades assistenciais do nosso município.


A Prefeitura faz a sua parte, oferecendo toda a infraestrutura necessária, mão de obra, força política para a atração de patrocinadores, divulgação e promoção pelos meios de comunicação e, o mais importante, a mesa de reuniões na qual se sentam os organizadores e para definir detalhes e ações conjuntas entre Poder Público e Terceiro Setor.


Nos dois últimos anos, a Covid-19 nos privou dessa espetacular experiência que é a Festa das Nações. Como consequência, muitas entidades assistenciais que dependiam dos recursos provenientes do evento, tiveram que encontrar meios alternativos para conseguir o aporte financeiro necessário a fim de honrar seus compromissos com funcionários, fornecedores e com seus assistidos.


Estes últimos dois anos foram muito difíceis para todos nós. Para a Festa das Nações, em especial, não foi simplesmente um período de restrições orçamentárias, mas também de silêncio. Faltaram os risos, os falatórios empolgados nas mesas dos restaurantes das barracas, os abraços calorosos dos encontros com pessoas queridas, as gentilezas dos “garçons e garçonetes” com a experiência e simpatia de todo voluntário, convidando-nos para provar seus pratos típico; os aromas, os temperos e as ‘selfies’ para registrar esses momentos de alegria.


Felizmente, o pior parece ter passado e, aos poucos, a Festa das Nações vai retomando o seu significado para Piracicaba, trazendo de volta o maior evento solidário da gastronomia internacional de todo o Estado de São Paulo.

Venha, junte-se à nossa legião de voluntários. Traga a família, convide os amigos e comemore a alegria de poder fazer algo a quem mais precisa. Um brinde ao voluntarismo e à solidariedade!


Pedro Kawai é vereador e membro do Parlamento Metropolitano de Piracicaba

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