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  • Vereador Pedro Kawai

Palestra aborda 100 anos da inauguração da Estação da Paulista

Evento foi promovido pela Escola do Legislativo, com transmissão simultânea no YouTube


"Os 100 anos de inauguração da Estação da Paulista e sua importância histórica, social e cultural" foi o tema de palestra promovida pela Escola do Legislativo nesta terça-feira (2). O encontro teve por objetivo promover o resgate histórico do local centenário, desde a construção, em 1922, até os dias atuais, e foi transmitido ao vivo no canal da TV Câmara no YouTube.


Como facilitadores, estiveram Edilson Rodrigues de Morais e João Umberto Nassif. Edilson é jornalista, com 26 anos de experiência em jornais, revistas, rádio e assessoria de comunicação; como escritor, publicou as biografias de monsenhor Luiz Juliani, de monsenhor Jorge Simão e do fotógrafo Francisco Camargo, bem como o livro digital “Centenário da Estação da Paulista”.


João Umberto Nassif, por sua vez, é bacharel em Direito e em Comunicação Social; foi colaborador no jornal “O Diário” de Piracicaba, jornalista no “A Tribuna Piracicabana” e radialista na rádio Educadora de Piracicaba, onde apresentou o programa “Piracicaba Histórias e Memórias”; foi, além disso, autor dos livros “Paulistenses” e “Morar 60 Mais”. Ele é ainda conselheiro do Icen (Instituto Cecílio Elias Netto) e associado do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e acadêmico titular da Academia Piracicabana de Letras.


Para mediar, esteve o coordenador da Escola, vereador Pedro Kawai (PSDB), que trabalhou como diretor da Estação da Paulista de 2006 a 2012. Atualmente, o parlamentar também integra a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Piracicaba e preside a comissão de Obras, Serviços Públicos e Atividades Privadas.


De acordo com Nassif, há 100 anos, o crescimento das ferrovias nacionais foi motivado pela produção do principal produto econômico do país naquele período, o grão de café. Em Piracicaba, a agricultura local era predominantemente de cana-de-açúcar. “Nós chegamos a ter 110 sacas de cana estocadas na Estação da Paulista, o que mostrava que a produção era grande, mas os caminhões da época, na atualidade, seriam verdadeiras piadas. Era preciso ter um transporte compatível”, explicou.


Para que a estação fosse construída de fato no município, o jornalista ressaltou que foi necessária “muita briga” e influência política. Nassif destacou ainda que a linha deveria ter se estendido até a cidade de Bauru (SP), mas não aconteceu. “Jocosamente, quando o sujeito estava revoltado com alguma situação relacionada a Piracicaba, ele fazia a piada de dizer que a cidade era um fim de linha. Essa era a forma dele dizer que isso aqui era o fim do mundo, porque realmente a linha terminava aqui”, contou.


No final do século XIX, Edilson Rodrigues destacou que Piracicaba já conhecia o trem. “Foi nessa época que a locomotiva da Ituana chegou, no ano de 1877, onde ficou até o momento em que começou a desagradar a sociedade, pois atrasava demais, sem qualquer pontualidade e com o problema de que as cargas e até mesmo as bagagens se perdiam ou eram extraviadas”, disse.


Segundo Edison, foram essas condições que fizeram com que o então vereador Paulo De Moraes solicitasse que a Companhia Paulista de Estradas de Ferro viesse para a cidade de Piracicaba. “Essa era uma empresa respeitada não somente no meio empresarial, mas no meio político, pois investia no trabalhador e fazia grandes investimentos na construção de novas linhas”, informou ele.


Foi a partir da década de 1970 que, de acordo com Pedro Kawai, as linhas ferroviárias como um todo no país pararam de expandir. Para Nassif, isso se justificou por múltiplos fatores, como por exemplo a existência de modais de transportes mais modernos. “O único trem de passageiro que dá lucro é o metrô, o trem para passageiros não dá lucro, tanto que o último trem que chegou a Piracicaba, transportava apenas 15 ou 16 passageiros”, disse.


Embora o trem fosse muito lucrativo para a locomoção de cargas pesadas, outro fator que contribuiu para o seu desuso foi a baixa segurança em que eram transportadas as cargas. “As empresas começaram a optar por meios de transportes mais confiáveis, mesmo que se pagasse um pouco mais por isso”, disse.


De 1995 a 2005 a Estação da Paulista ficou fechada e em desuso. Pedro Kawai comunicou que foi necessária uma mobilização dos moradores do bairro da Paulista, para que fosse possível o seu restauro, que deu início em 2006. Hoje, o local funciona como um Centro Cultural e espaço de lazer. “Nós aproveitamos a data histórica dos 100 anos para valorizar a história da Estação e valorizar aquilo que veio antes de nós”, pontuou o parlamentar.



A Roda de Conversa, que integra as comemorações dos 100 anos da Estação da Paulista, promovidas pelo mandato do vereador Pedro Kawai, contou com a presença de professores e alunos do 1º ano A, da turma de Administração, da ETEC Coronel Fernando Febeliano da Costa, convidados pelo parlamentar.


Texto e fotos: Câmara de Piracicaba

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