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  • Vereador Pedro Kawai

O papel social da escola para alunos com autismo é tema de palestra

Evento foi promovido pela Escola do Legislativo, na tarde desta sexta-feira (12), no formato on-line


A Escola do Legislativo, da Câmara Municipal, promoveu, nesta sexta-feira (12), o segundo encontro sobre o tema "O papel social da escola para alunos (com autismo): um trabalho com os professores”. Com direito a certificado de participação, o evento aconteceu no formato on-line, via plataforma Zoom e com transmissão simultânea pelo YouTube.


O ponto central da discussão foi novamente o referencial Vigotskiano, que fundamenta um outro modo de se olhar para a criança; o trabalho pedagógico com crianças diagnosticadas com autismo e também o contexto atual do Ensino Fundamental (BNCC).


Para mediar a conversa, esteve o coordenador da escola, vereador Pedro Kawai (PSDB). O palestrante foi Daniel Novaes, doutor em educação na Universidade São Francisco e mestre em educação pela Universidade São Francisco, além de ser pós-graduado em educação especial com ênfase em deficiência intelectual pelo Centro Universitário Padre Anchieta.


Novaes ressaltou que, em função do diagnóstico da criança, no espaço escolar reverbera uma prática pedagógica minimalista e na permissão para que ela não cumprisse as regras escolares, marcando a diferença entre ela e seus colegas. “Comumente, o que se tem no ensino de crianças com deficiência e, especificamente, transtornos globais de desenvolvimento, há uma prática pedagógica a partir de ensino mecanicista”, disse.


De acordo com o educador, essa forma de ensino está geralmente atrelada a jogos que deixam de trabalhar o pensamento psíquico-superior, ou seja, que mobilize o pensamento. “Temos para as crianças com deficiência, jogos pedagógicos, mas que estão mais voltados para o controle de ato do comportamento, tanto no contexto da escola de educação especial, quanto na escola básica”, informou.


Na prática educacional Daniel Novaes explicou que, ao se deparar em sua sala de aula com uma criança com autismo, o professor diz não saber trabalhar, ou então, passar a justificar as ações da criança em decorrência do diagnóstico.


“Entrando um pouco na questão da base nacional curricular, esse movimento da escola na formação e construção do sujeito, iremos nos deparar com uma escola capacitista, primeiro porque de um ponto de vista o diagnóstico é mais importante do que o sujeito”, falou.

Para Daniel, é necessário que os professores ‘lutem’ pelas escolas, tendo um olhar crítico para o próprio trabalho. “É importante enxergar o valor do nosso trabalho para além do financeiro, mas este valor na formação humana”, pontuou.


A íntegra da palestra pode ser assistida no vídeo:


Texto: Pedro Paulo Martins

Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583


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