Buscar
  • Vereador Pedro Kawai

Meio século de avanços, conquistas e desafios para o meio ambiente


A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas criou, no dia 5 de junho de 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente, durante conferência realizada em Estocolmo, capital da Suécia.


Ao longo dessas últimas cinco décadas, muito se avançou em relação à conscientização sobre a necessidade de se preservar os nossos recursos, estancar o avanço de agentes poluidores, ampliar os sistemas de saneamento das cidades, assim como de se criar um arcabouço de leis e regras capazes de disciplinar a exploração do nosso planeta.


Óbvio que tais avanços não se aplicam a todas as nações, afinal, o mundo é absolutamente desigual e os países, por consequência, seguem a mesma lógica.


No Brasil, por exemplo, ainda se convive com o esgoto despejado a céu aberto, destruição de nascentes, desmatamento de florestas, emissão de poluentes na atmosfera e nos rios, ocupação desordenada nas cidades, enfim, há enormes feridas abertas que sangram pela omissão e pela incompetência de órgãos e instituições responsáveis. Mas, apesar de tudo, não é mentira afirmar que ainda conservamos um certo prestígio internacional em relação ao meio ambiente.


Temos a Amazônia, o Aquífero Guarani e a maior biodiversidade do mundo, heranças que recebemos da Mãe Natureza.


No início da década de 1970, durante a mais aguda crise mundial de petróleo do último século, o Brasil deu um importante passo para consolidar a posição que ocupa hoje, em termos globais, como uma das nações com menor emissão de CO2 na atmosfera. A criação do Programa Nacional do Álcool, que se consolidou na década seguinte, impulsionou a produção de bioenergia, ganhando os holofotes do mundo todo. Apesar disso, entre as décadas de 1990 e 2000, ter um veículo movido a álcool não era um mérito, pois os motores ainda não estavam devidamente adequados para resistir à presença de água na composição do combustível.


Na virada deste século, o etanol voltou a ser prioridade, e criaram-se os veículos híbridos (flex), abrindo uma nova perspectiva para que o país deixasse de ser totalmente dependente do combustível fóssil. Também se descobriu, através de investimentos em pesquisa e tecnologia, que há muito petróleo na camada pré sal do território brasileiro, e a Petrobrás passou a ser objeto de desejo e de críticas dentro e fora do Brasil.


Agora, a bola da vez é o sol. E, novamente, o Brasil dá o seu belo exemplo protagonista, com a proliferação de usinas solares espalhadas pelas cidades e também no campo, impondo uma nova lógica para se pensar a energia elétrica. O vento também parece ganhar fôlego para soprar forte nesse contexto, com o aumento virtuoso do uso da energia eólica.

Nos últimos dez anos, segundo o relatório do Global Wind Energy Council, o Brasil deu um gigantesco salto qualitativo na produção de energia limpa, subindo de 1 gigawatts de potência instalada em 2011, para 21 gigawatts em janeiro de 2022.


A análise do setor eólico mundial feito pelo Global Wind Energy Council, traz o Brasil entre os cinco principais mercados do mundo para novas instalações, junto com a China, os Estados Unidos, o Vietnã e o Reino Unido.


É verdade que sempre haverá muito que ser feito, sobretudo, em relação à conscientização e ação dos Estados, dos governos municipais e das pessoas, relativamente à preservação dos nossos recursos naturais. Porém, quando se analisa os últimos cinquenta anos, o saldo é positivo e nos enche de esperança por dias melhores e de mais respeito a um patrimônio que pertence à toda humanidade.


Pedro Kawai é vereador pelo PSDB e membro do Parlamento Metropolitano de Piracicaba



1 visualização0 comentário